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Dicas e processos para gerenciar a educação à distância na sua escola

Escola à distância

Manter escolas à distância.

Com a atual pandemia mundial, o Brasil acaba de suspender aulas presenciais em quase todas suas escolas. Adicionalmente, o cenário mais provável é que as escolas fiquem fechadas por, pelo menos, 3 meses. Entretanto, na Inglaterra, especialistas já estimam que o fechamento dure até o lançamento de uma vacina (12-18 meses no futuro).

Diante deste novo quadro, é necessário inovar para manter o aprendizado dos alunos e os pais engajados, do contrário é possível até que os responsáveis decidam suspender os pagamentos das mensalidades.

É necessário arregaçar as mangas e começar a atuar imediatamente. Se devemos tentar buscar uma inspiração positiva, é que as instituições de educação podem comprovar, melhor do que nunca, que a confiança nelas depositada pelos pais é mais que justificada. Sair fortalecida dessa pandemia só depende de cada escola.

Pensando nisso, elaboramos um guia de sugestões e recomendações para as escolas que ainda não têm um plano desenhado ou estão avaliando melhor as iniciativas que podem tomar. Ressaltaremos as opções que achamos melhores/mais importantes e o porquê.

Apresentaremos duas diferentes formas de atuação: aulas online em tempo real, isto é, a mais próxima substituição da rotina normal, mas que pode só funcionar para alunos à partir de determinada idade, e a consultoria educacional -aplicada para as crianças menores onde o modelo de aula online não for adequado.

Mas antes, quatro ações primordiais:

1. Avise os pais que o envolvimento deles é essencial

Não tem jeito, eles precisam entender que farão um engajamento extra, ao menos para dar disciplina à atenção as aulas e atividades. Todos temos que entender que é um período de maior esforço. Quando se comunicarem com os pais, ressaltem também a importância do período não prejudicar o desenvolvimento dos alunos, tanto para que os pais os mantenham na escola, quanto para que eles contribuam com a rotina.

2. Envie aos pais, e mantenha, uma estrutura e rotina estáveis

Rotina, rotina, rotina – Enviar aos responsáveis uma estrutura clara de como a escola trabalhará no período. Que horas haverão aulas ou interações, quando as orientações semanais são enviadas, quando as diárias são enviadas, etc.. Para manter pais e alunos engajados, a estrutura de interação com eles precisa se manter constante.

    1. Alterações deixam pais confusos e eles irão se perder ou deixar de acompanhar;
    2. Cumpra o combinado!;
    3. Aulas à distância devem começar e terminar sempre no mesmo horário, todos os dias, e, se possível manter o mesmo horário das aulas presenciais;
    4. Também é IMPORTANTÍSSIMO um padrão de ferramentas. Não é razoável esperar que pais e alunos consigam, de maneira eficiente, configurar muitos softwares diferentes.

3. Escolha um funcionário para coordenar o uso das ferramentas tecnológicas da escola

O responsável por TI ou um professor com maior facilidade deve ser oficializado como o ponto de apoio da escola. Ele ajudará os professores com dúvidas de como usar as ferramentas (podem fazer uma sessão de videoconferência para ensinar todos os outros a usar essa ferramenta, por exemplo).

4. Aja imediatamente

Mesmo se ainda não tiver um plano tão claro, envie assim que possível um comunicado para todos os responsáveis informando que a escola, em tal dia e tal hora (especificidade é importante, uma vez que não é fácil garantir atenção dos responsáveis), enviará um informativo com a estrutura que irá manter para a interação à distância durante o período de isolamento. Desenvolva essa estrutura e a envie no dia e hora combinados (também o mais rápido possível), conforme ação 2.

 

Quanto às formas de atuação, elas se dividem em dois modelos:

 

Modelo 1 – Aulas online em tempo real

Este modelo é o que melhor substitui a rotina escolar normal e, para os alunos à partir do fundamental 2, pode garantir uma rotina quase normal. Nesse modelo, a escola pode optar entre 3 dinâmicas de aula:

  1. Aulas por vídeo, filmando o professor no quadro – Com uma câmera (do notebook ou webcam), o professor focaliza o quadro e leciona suas aulas normalmente através de uma videoconferência;
  1. Aulas por vídeo mostrando o conteúdo no computador – Utilizando a função de “dividir/compartilhar tela” das ferramentas de videoconferência, o professor pode abrir PDFs, words, imagens no seu computador e mostrar para todos alunos, aplicando sua aula através deste conteúdo. Também é possível mostrar seu rosto enquanto mostra o conteúdo, para manter a interação mais humanizada;
  1. Aulas por ferramentas de quadro branco online – O professor leciona através de um software de quadro branco online, que permite desenhar figuras, inserir equações, textos, etc..

Destas opções, recomendamos mais fortemente a 2.

Na opção 1, os professores teriam que dar as aulas na escola. Com isso, seria necessário computadores/notebooks em todas as salas, câmeras para filmar o quadro com qualidade suficiente para os alunos (as câmeras em notebooks possivelmente não serão suficientes) e uma conexão de internet empresarial dedicada com velocidade alta (a velocidade de upload – envio de dados de internets comuns é muito baixa para manter múltiplas videoconferências simultâneas com qualidade de imagem). Além disso, necessita deslocamento do professor, expondo-o ao contágio.

Na opção 3, o cadastro e configuração das ferramentas é mais complexo. Além disso a maioria dos professores teriam dificuldade em gerar conteúdo em tempo real usando o mouse e o teclado, principalmente os mais velhos.

Na opção 2, basta uma videoconferência (configuração simples), os professores podem fazer de suas casas e é muito mais fácil dividir a tela para mostrar conteúdos e falar sobre eles, incluindo fotos e textos que o próprio professor tenha feito. Além disso, estando próximo da tela, é mais fácil para o professor ver quando um aluno “levanta a mão” ou fala na videoconferência com dúvidas.

 

Além de escolher uma dessas opções para as aulas, seguem algumas dicas essenciais para fazer esse modelo funcionar:

 

Adicionalmente, seguem mais algumas dicas opcionais que a escola pode usar, se possível, para melhor a aplicação desse modelo:

 

Modelo 2 – Orientação à distância

Este modelo será aplicado para as crianças mais jovens, com as quais a escola não acredita conseguir aplicar o modelo 1. Obviamente, ele exige maior participação dos responsáveis e é mais completo, mas, mesmo assim, é possível atingir uma rotina que consegue alavancar pouco tempo dos pais e ainda manter as atividades dos alunos.

Para este modelo, temos que supor que haverá alguém responsável pelo aluno com ele em casa. Seja um dos pais, seja um parente ou cuidador. Além disso, esse modelo é, na verdade, um pouco híbrido, uma vez que a escola, idealmente, deveria fazer uma ou duas vídeo conferências por dia, embora mais curtas, para passar orientações ao responsável pelo aluno.

 

Ações adicionais para agregar maior suporte aos pais:

 

Ao longo da próxima semana, trabalharemos para disponibilizar tutoriais de como utilizar melhor as ferramentas que serão necessárias, assim como listas de sugestões de jogos e canais de youtube que a escola pode utilizar como recomendações aos pais, de acordo com faixa etária.

 

A EducareBox sabe que esse é um momento delicadíssimo para as escolas e, por isso, precisamos dar todo o apoio. Por isso, nossa agenda digital, que automatiza toda a comunicação que sua escola precisa nesse momento, está disponível para uso gratuito para novas escolas durante todo o período de fechamento e um mês além dele. Entre em contato conosco para saber como implementar a ferramenta!