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Reunião de Pais: 5 preocupações comuns

Reunião de Pais e Professores

Para muitos professores, as reuniões de pais são frequentemente acompanhadas por um sentimento de medo. Há os que negam qualquer crítica e aqueles que não entendem como ajudar. As reuniões também não são muito mais fáceis para os pais, há os que se apressam em espremê-las em um dia de trabalho, os que nunca aparecem e os que sentem que o professor não está entendendo o filho. Apesar disso, as reuniões de pais e professores podem ser produtivas. Reunimos cinco preocupações comuns – da perspectiva dos professores e dos pais – e identificamos estratégias para melhorar a frequência, a comunicação e os resultados dos alunos. A seguir, listamos as 5 preocupações mais comuns quando se fala em reunião de pais.

  1. Problema: é difícil conseguir que os pais apareçam.

É muito frustrante quando os pais que não comparecem a uma reunião ou conferência.

De acordo com um estudo de 2008 do Departamento de Educação e do Centro Nacional de Estatísticas da Educação dos EUA, mais de 20% dos pais relataram que não frequentavam regularmente as conferências de pais e professores. Apesar de serem realidades distintas, acreditamos que tais valores sejam próximos aos do Brasil.

Em muitos casos, ambos os pais trabalham e é desafiador agendar horários que funcionem para eles. A escola deve examinar mais de perto as necessidades e restrições das famílias. Deve-se buscar atender o máximo de responsáveis possível. Sugerimos que as reuniões não sejam realizadas à tarde, em geral, à noite é quando os pais estão fora do trabalho e neste horário pode ser mais fácil atraí-los para a escola.

Há também os casos em que os pais não comparecem porque simplesmente esquecem. Hoje, uma variedade de ferramentas tecnológicas educacionais, como o EducareBox, permitem que os professores mantenham os pais a par dos acontecimentos da escola e da sala de aula. Uma agenda digital pode fornecer o empurrão necessário para os pais que precisam de ser lembrados.

  1. Problema: as discussões sobre o desempenho dos alunos podem deixar os pais confusos.

Na reunião, entregar rapidamente um boletim escolar ou avaliações pode deixar os pais inseguros quanto ao desempenho de seus filhos.

É extremamente importante compartilhar os dados dos alunos com os pais regularmente, não apenas nestas ocasiões. O uso de uma agenda digital pode facilitar muito esse compartilhamento de informações. Através de um aplicativo escolar, pais e alunos têm acesso à agenda de atividades, notas, comunicados enviados pelo colégio, etc. E o melhor de tudo, o pai precisa apenas baixar o aplicativo e terá acesso em tempo real a todas essas informações.

  1. Problema: os pais têm dificuldade em ouvir feedback negativo sobre o filho.

A piada que os pais acham que seus filhos são perfeitos tem algum fundo de verdade.

Quando você tem que dar feedback negativo, sugerimos seguir uma estrutura de contexto para aumentar a recepção dos pais. Primeiro, contextualize – a hora e o local – onde o problema ocorre, como durante as interações com pequenos grupos. Em seguida, compartilhe observações específicas e objetivas sobre o que aconteceu. Em seguida, descreva como as ações do aluno afetam os outros emocionalmente e por que isso é importante. Por fim, peça aos pais informações sobre como eles acreditam que o problema pode ser resolvido de maneira produtiva. A ideia é que vocês se aproximem do problema como parceiros.

Outra ideia interessante é ser proativo na comunicação e antecipar-se ao feedback. Não espere que surjam problemas. Faça questão de se comunicar com frequência e de forma positiva. Desse modo, você já terá desenvolvido um relacionamento quanto tiver que expor problemas.

  1. Problema: os alunos não recebem feedback sobre como podem melhorar.

Não há garantia de que os pais realmente compartilham o que aprenderam em uma reunião com o filho.

Para ajudar os alunos se apropriarem de seu aprendizado e manter as linhas de comunicação abertas entre a escola e a casa, uma escola norte americana, a Wildwood IB World Magnet School, escola pública de Chicago, realiza reuniões conduzidas por estudantes duas vezes por ano. Os alunos apresentam um portfólio de trabalho para seus pais e professores e respondem a sugestões de reflexão como: “Tenho tido sucesso em …” e “Ainda preciso de ajuda com …”. Na semana anterior à conferência, os alunos passam de 10 a 15 minutos por dia aprendendo sobre o que faz uma boa conferência conduzida por alunos e praticando suas apresentações.

Em outra escola, em Worcester, Massachusetts, em reuniões conduzidas por alunos, eles compartilham seus pontos fortes e fracos, estabelecem metas acadêmicas e comportamentais e solicitam apoio quando necessário. Eles usam modelos guiados para criar uma pauta, refletindo sobre como foi a reunião e fazendo as alterações necessárias na reunião de acompanhamento algumas semanas depois. No último ano escolar, as reuniões lideradas por estudantes são voltadas para a faculdade e para a carreira. Os alunos discutem seus interesses profissionais e o que esperam da faculdade e, em seguida, criam um plano de ação para que consigam alcançar tais objetivos.

  1. Problema: os pais não sabem como ajudar os filhos a melhorar.

Ajudar os pais a dar suporte a seus filhos pode ser algo tão simples quanto dar aos pais um folheto – ou pode demandar um pouco mais de trabalho e significar uma reestruturação da reunião de pais e professores.

Nesse modelo, pode-se propor uma reunião com os pais para discutir os dados acadêmicos da turma com o professor. O objetivo é tirar os pais do isolamento e conectá-los uns aos outros. Para que, desse modo, possam fornecer conselhos ou o apoio para ajudar seus filhos. Pais também podem se reunir com o professor para analisar o desempenho e criar metas acadêmicas realistas para o filho. O plano e os resultados são analisados ​​pelos pais, alunos e professor durante o ano, com modificações feitas conforme necessário.

Apesar disso, às vezes uma conferência pode não ser tempo suficiente.

Em uma escola pública de San Diego, reuniões e trocas rápidas com professores mostraram-se insuficientes para que os pais se sentissem confiantes em apoiar o desenvolvimento acadêmico de seus filhos. Em resposta, a escola estabeleceu oficinas de pais nas quais os professores convidam os pais para a sala de aula durante o dia escolar. Os alunos compartilham seu trabalho com os pais pela primeira meia hora. Em seguida, os professores fazem uma apresentação de 30 minutos apenas para os pais. Ela se baseia no trabalho que os alunos estão fazendo na escola. Por fim, os professores fornecem jogos, sites, leituras que as famílias podem usar com os filhos em casa.

Acha que poderíamos adicionar outras preocupações a respeito das reuniões de pais nesse post? Envie-nos sugestões!

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