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O movimento maker na educação

Estudos empíricos evidenciam que métodos de ensino baseados no desenvolvimento de projetos, ou seja, baseados na ação, estimulam o aluno a focar na solução de problemas, trabalhar em conjunto e, acima de tudo, impulsionam o engajamento com o aprendizado. Em última análise, tal metodologia melhora o desempenho escolar dos alunos, além de contribuir para o desenvolvimento pessoal destes.

Este método de ensino baseado na ação é a essência do chamado movimento Maker. Tal movimento é creditado à Dale Doughtery, fundador da Make Magazine ,criada em 2005. Atualmente, milhares de escolas ao redor do mundo promovem esta modalidade inovadora de aprendizado ativo, por meio dos espaços makers, que representam os espaços físicos de criação, no qual os projetos interdisciplinares são desenvolvidos.

O intuito primordial deste tipo de aprendizagem é a oportunidade de experimentação e auto expressão por parte do aluno que, desta forma, ao errar e acertar, desenvolve o espírito inventivo e a atitude de colocar a “mão na massa”.

Os 3 principais benefícios do movimento maker para os alunos

  1. Engajamento

Uma grande vantagem dos projetos propostos pelo movimento é o caráter palpável destes, uma vez que, na maioria do tempo que o aluno passa na escola, ele absorve uma enorme quantidade de informações, que, em sua maioria, são teóricas e o aluno tem dificuldade de relacioná-las com questões do mundo real. Já os projetos makers oferecem a oportunidade dos alunos aplicarem o conhecimento adquirido em sala de aula de forma concreta. Isto é extremamente proveitoso para os alunos, como demostrado por diversos estudos do psicólogo e educador suíço Jean Piaget. Tais estudos evidenciaram que alunos com dificuldade em matemática, demonstravam uma atitude muito mais positiva na abordagem de problemas que condiziam com questões concretas e, então, em sua maioria, apresentavam resultados melhores.

  1. Alunos passam a focar em soluções e tomar riscos criativos

Quando o aluno se depara com um problema concreto, ele é instigado à refletir sobre as diversas formas de solucioná-lo. Desta maneira, estimulado pelo ambiente instigante do espaço maker e também pelo professor, o aluno, envolvido com a mentalidade maker, tem maior facilidade em conectar ideias que antes pareciam desconexas, encontrando, assim, soluções criativas.

Além disso, o caráter empírico dos projetos desenvolvidos na educação maker, oferecem a oportunidade do aluno tentar e falhar diversas vezes. Desta forma, os estudantes, além de desenvolverem resiliência frente às dificuldades, ao serem recompensados por atitudes criativas e ousadas, aprendem a avaliar o grau de benefício de determinada ação em relação às suas chances de sucesso. Sendo assim, os alunos desenvolvem uma habilidade de grande valia: a capacidade de tomar riscos criativos.

  1. Desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais

Os métodos de ensino baseados em ação, pelo fato de promoverem trabalhos em conjunto, permitem aos alunos desenvolverem competências de relacionamento interpessoais essenciais para a formação do senso de cidadania e de liderança. Por meio do uso das habilidades de comunicação, argumentação, enfrentamento de conflitos, protagonismo, proatividade, dentre outras.

O que é preciso para implementar um espaço maker em sua escola?

Um dos mais frequentes equívocos quanto à implementação de um espaço maker é a visão de que são necessários investimentos iniciais muito elevados. Entretanto, é importante ter em mente que basta que os professores, gestores e coordenação pedagógica estejam abertos para a elaboração de um processo de aprendizado colaborativo e criativo.

Pelo lado do professor, este recebe um novo papel: atuando como facilitador. Assim sendo, ele é responsável pela mediação do projeto e por manter o aluno motivado, por meio de perguntas, provocações, estímulos e, evidentemente, sempre buscando solucionar as dúvidas dos alunos.

Pelo lado dos recursos necessários, é claro que uma impressora 3D e cortadores a laser são instrumentos extremamente úteis em um espaço maker, porém máquinas simples, como por exemplo polias, alavancas, planos inclinados e martelos desempenham este trabalho  tão bem quanto protótipos mais tecnológicos. Também é necessário dar novos propósitos a objetos comuns, por meio da reciclagem: papelão, madeira, embalagens, plástico são todos ótimos para modelagens. Além disso, adicione também ao espaço lápis de cor, giz de cera, fios condutores, esponjas de metal, parafusos, rolhas, pilhas, baterias, blocos de montar, argila, post-it e uma infinidade de outros materiais de baixo custo. Assim é possível transformar uma sala de aula convencional em um verdadeiro espaço de criatividade e diversão para os alunos.

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